Belo Horizonte / MG - domingo, 26 de março de 2017

Medicamentos psiquiatricos em crianças e adolescentes

Uso de medicamentos psiquiátricos (psicofármacos)  em Crianças e Adolescentes

Informações Gerais:

  • Antes de iniciar o tratamento medicamentoso de seu filho  informe a seu médico se ele tem problemas de saúde significativos  (pressão alta, problemas cardíacos, alergias, diabetes, asma, convulsões) e se ele faz uso de outra medicações
  • Se seu filho já tomou medicamentos psiquiátricos antes, é importante informar ao médico qual medicamento, por qual dose e tempo que o utilizou.
  • A dose da medicação vai depender do medicamento específico utilizado, da presença de efeitos colaterais e, as vezes da concentração da medicação no sangue e do peso da criança.
  • A maior parte destes psicofármacos são  introduzidos gradualmente por algumas semanas até que os sintomas comecem a melhorar.
  • Algumas crianças podem precisar de doses mais baixas ou altas para melhora dos sintomas
  • Muitos destes medicamentos demoraram várias semanas para que se observe uma melhora importante dos sintomas
  • A retirada prematura da medicação pode resultar na perda das melhoras obtidas, em um significativo atraso no tratamento da doença e no ressurgimento ou agravamento dos sintomas.
  • Não se preocupe se você ou seu filho não perceberem melhora nos sintomas imediatamente.
  • Não mude a dose ou o regime de tratamento sem antes comunicar o seu médico.
  • É muito importante que seu filho tome a medicação todos os dias, conforme a receita médica
  • Pergunte ao médico o que fazer caso uma dose seja perdida.
  • Para a maioria das medicações, se uma dose é perdida, espere até a hora da dose seguinte e retome o modo de usar normalmente.
  • Não dê a seu filho duas doses ao mesmo tempo. Se  a perda de doses tornar-se um problema regular,  contate o médico para discutir opções de tratamento alternativo.
  • Não interrompa uma medicação abruptamente. A interrupção repentina de uma medicação pode causar sintomas de Abstinência desagradáveis (por exemplo: náuseas, vômitos, problemas estomacais, cefaléia, sintomas de resfriado ou gripe, confusão e , em crianças com convulsões, agravamento de suas convulsões), podendo levar a uma recaída do transtorno de seu filho.
  • A  maioria dos medicamentos requer uma redução gradual na dose.
  • O potencial de overdose acidental ou proposital sempre existe, com qual quer remédio. O uso de medicação deve ser supervisionado por um adulto, e a e a medicação deve ser mantida fora do alcance de crianças pequenas.
  • Caso você suspeite que seu filho tomou uma overdose (por  exemplo o, náusea inexplicável, vômito, diarréia, sonolência, tontura ou perda de consciência leve-o imediatamente a um serviço de toxicologia (pronto socorro João XXIII) ou pronto atendimento da Unimed (ver no site urgências médicas)
  • Caso exista a possibilidade de sua filha estar grávida, informe ao médico imediatamente. Algumas dessas medicações foram associadas a defeitos congênitos se tomadas no primeiro trimestre da gravidez e muitas são secretada no leite materno
  • Caso exista a possibilidade de gravidez no curso tratamento, fale com o médico sobre a prevenção para garantir a segurança de sua filha e do feto.
  • Consulte o médico, a enfermeira ou o farmacêutico de seu filho para determinar se as medicações prescritas precisam ser guardadas em temperatura ambiente ou no refrigerador, se os remédios precisam ser tomados com comida ou de estômago vazio e se os comprimidos podem ser divididos pela metade, ou se o conteúdo das cápsulas pode ser espalhado sobre os alimentos.

 

  • BIBLIOGRAFIA: Manual de Psicofarmacologia na Infância e Adolescência; Assumpção; Kaplan 10ª edição , Birmaher, B. ; Cordioli, volpato.