Belo Horizonte / MG - sábado, 24 de junho de 2017

A escola e a criança/adolescente com transtorno mental

Política de Inclusão Escolar


A escola e os familiares devem ser orientados com medidas simples para favorecer a inclusão eo processo de ensino e aprendizagem de crianças com problemas psiquiátricos.


A escola tem papel fundamental para essas crianças, uma vez que permite a socialização e o ensino formal.


A escola que realmente queira ser inclusiva deve estar atenta a pequenas mudanças em seu funcionamento para beneficiar a inserção e adaptação dos portadores de necessidades especiais.


Medicações psiquiátricas podem provocar alterações no desempenho das crianças e os professores devem estar cientes disto (cabe aos pais dizerem aos professores quais medicações os filhos tomam).


Os psicofámacos podem alterar o desempenho, a atenção, a concentração, a sensibilidade à luz, por exemplo, além de aumentar a sede e o volume urinário  (Carbonato de lítio, por exemplo) ou agitação psicomotora. Estes possíveis efeitos colaterais exigem maior flexibilidade quanto às regras e horários de uso do banheiro e bebedouro.


Devem-se incentivar as atividades esportivas dentro e fora do horário escolar, uma vez que alguns medicamentos podem facilitar o ganho de peso .

Cada criança/adolescente deve ser tratado individualmente, de acordo com seu problema e quadro psiquiátrico.


Devem-se evitar os fatores estressores, com o a mudança de escola, professores, tentar reduzir críticas ou comentários maldosos de colegas e situações de competição entre os alunos (extremamente difícil, concordo – uma vez que os próprios pacientes criam e se envolvem em situação de competição direta e briga com outros colegas).


O ideal seria pequenas salas de aula, com uma pessoa de referência para episódios de maior dificuldade escolar. Em momentos de maior instabilidade emocional, podem-se aumentar os prazos finais para entrega de exercícios ou trabalhos escolares (em casos extremos) avaliados pelos médicos.


Se a escola permitir o uso de gravador de voz para os momentos de maior desatenção, este é um recurso interessante.


Metodologias para facilitar a aprendizagem como o uso de palavras-chave, estabelecimento de metas de desempenho e aprendizagem, informar aos colegas e professores possíveis ausências, enfoque em habilidades que envolvam criatividade e imaginação.

 

 Bibliografia


1) Papolos, DF, Papolos, J, Papols D. The bipolar chld: the definitive and reassuring guide to childhood-s most misunderstood disorder. Hardcover. 2002


2) Pope H, . Diagnosis of schizophrenia and maniac-depressive ilness. Archives Of General Pshychiatry, 1978


3) Geller; J. Child Adolesc Pshychoparmacol, 2000.


4) Fu-I l> Epidemilogia e fatores cínicos ndos trasntornos afetivos na infância e adolescência.


5) Akiskal. The bipolar spectrum: new concepts in classification. British Journal of Pshychiarty, 1984.


6) Pantano, T. Aspectos clínicos e linguísticos da depressão unipolar; Anais do XVII Congresso Brasilleiro de Neurologia e psiquiatria Infanitl. Vitória: Abenepi 2003.