Belo Horizonte / MG - segunda-feira, 24 de julho de 2017

Dependência Quimica/Drogadicção

Mais de 70% dos estudantes de 13 a 15 anos já ingeriram álcool, diz IBGE

 


Pesquisa inédita avaliou vários fatores de risco à saúde dos adolescentes. Um em cada quatro jovens já experimentou cigarro. Mais de 70% dos 618,5 mil estudantes brasileiros do 9º ano do ensino fundamental (equivalente à 8ª série) de escolas particulares e públicas já experimentaram bebidas alcoólicas e 24% provaram cigarro. 


Cerca de 22% deles -a maioria na faixa de 13 a 15 anos- já ficaram bêbados. Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que investigou vários fatores de risco à saúde dos adolescentes.


O trabalho, que abrangeu as 26 capitais e o Distrito Federal, tem o objetivo de orientar as políticas públicas de saúde destinadas a esse público. O estudo ressalta que é nessa fase da vida em que ocorrem importantes mudanças e que comportamentos como o tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo terão influência na vida adulta e poderão desencadear doenças crônicas.
Confira alguns dos principais resultads da pesquisa


Confira alguns dos principais resultados da pesquisa

 

Total

Mulheres

Homens

Escolas privadas

Escolas públicas

Percentual dos que já tomaram bebida alcoólica alguma vez

71,4

73,1

69,5

75,7

70,3

Percentual dos que já ficaram bêbados alguma vez

22,1

21,1

23,3

19,4

22,8

Percentual dos que já experimentaram cigarro alguma vez

24,2

24,0

24,4

18,3

25,7

Percentual dos que já usaram cigarro alguma vez

8,7

6,9

10,6

7,6

9,0

Percentual dos alunos que fizeram 300 minutos ou mais de atividade física nos últimos sete dias

43,1

31,3

56,2

45,1

42,6

Percentual dos alunos que tiveram relação sexual alguma vez

30,5

18,7

43,7

20,8

33,1

Percentual dos alunos que tiveram usaram preservativo na última relação sexual

75,9

73,5

77,0

76,1

75,8

 

Cigarro


Fumar é um dos principais fatores de risco para doenças. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabaco é líder mundial nas causas de mortes que podem ser prevenidas. Curitiba é a capital brasileira com o maior índice de adolescentes que já experimentaram o cigarro, com 35%. Em seguida, aparece Campo Grande, com 32,7%, e Porto Alegre, com 29,6%. O estudo mostra ainda que 25,7% os alunos da rede pública já usou cigarro, ante 18,3% dos estudantes de escolas particulares.


Sexo


O início da atividade sexual também tem sido mais frequente na adolescência: cerca de 30,5% dos estudantes já tiveram relação sexual. No entanto, somente 75,9% disseram ter usado preservativo na última relação sexual.


Drogas

A pesquisa mostrou ainda que mais de 8% dos estudantes já fizeram uso de droga, como maconha, cocaína e lança perfume. A prática é mais comum entre os homens (10,6%) do que entre as mulheres (6,9%).

 

Atividade física


Em relação à prática de exercícios físicos, quase 60% dos alunos são sedentários. Entre as meninas, esse índice é maior e atinge 68,7%. Os meninos inativos representam 43,8%.

 

Alimentação


Entre os estudantes do 9º ano do ensino fundamental, o feijão é o alimento saudável mais consumido (62,6%). No entanto, mais de 37% dos alunos afirmaram ter bebido refrigerante em cinco ou mais dias na semana anterior à pesquisa. O consumo de guloseimas, como balas, chicletes, bombons, chocolates e doces, supera o de frutas.


Veja dados da pesquisa sobre alimentação dos jovens

 

Alimentos marcadores de hábito saudável

Alimentos marcadores de hábito não saudável

 

Feijão

Frutas

Guloseimas

Refrigerante

Percentual dos estudantes segundo o consumo maior ou igual a cinco dias de alimento saudável e não saudável

62,6

31,5

50,9

37,2

 

 

fonte:

alcool ibge site
...
Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009 6:45:53 


Sintomas Mais Comuns de dependência Química em seu filho

  • Sonolência
  • Impulsividade
  • Dificuldade de concentração
  • Mudança brusca de comportamento, se comparado ao período da infância/adolescência*
* Alguns sintomas podem se confundir com o comportamento normal dos adolescentes: fique atento aos distúrbios que perduram por muito tempo
 

 

Como afastá-lo desse perigo

Os fatores de proteção

  • Mantenha-o próximo à família
  • Cultive os laços de confiança
  • Acompanhe as atividades escolares dele
  • Incentive-o a desenvolver laços com instituições que desenvolvem ações sociais
  • Oriente-o sempre a seguir regras claras de comportamento
  • Envolva-se na rotina dele
Fonte: Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)


Existe um perfil do jovem que usa ou compra droga na escola?

 
Não podemos traçar um perfil específico desse tipo de jovem, mas sabemos que os chamados fatores de proteção envolvem qualidade de vida e saúde dos adolescentes.

 

Isso significa dizer que praticar esportes, participar de um grupo religioso, ter um ambiente familiar estruturado, no qual há o apoio dos pais, e formar uma rede social bacana é fundamental para manter os jovens longe do uso abusivo de drogas.

 

Na escola, ter educadores com quem os estudantes possam conversar abertamente também é muito importante para o fortalecimento dos fatores de proteção. Os jovens fora desse contexto, obviamente, estão mais inclinados ao uso de drogas.


É fato que a iniciação dos adolescentes no mundo das drogas se dá na escola?

 
Isso varia de acordo com a realidade de cada jovem. Em geral, o primeiro uso tende a se dar com os amigos e, nessa época, os amigos estão na escola. Por esse motivo, a escola tem papel central na prevenção do uso de drogas.


Quais são as facilidades para o uso no ambiente escolar?

 
É bom deixar claro que nem todo uso de drogas leva à dependência. Na maioria dos casos, os jovens querem o que é proibido, para testar seus limites, conhecer o corpo e suas reações e, mais do que isso, fazer parte de um grupo social.

 

Como os jovens passam a maior parte do tempo na escola, seus amigos também são desse ambiente, e é com eles que vai se dar a primeira experiência com as drogas, na maioria dos casos. São os fatores de risco ou genéticos, porém, que determinam se o uso de drogas pode passar do estágio experimental para o problemático e dependente.


O que seria, então, o uso não problemático?

 
O uso de drogas pode se dividir em quatro padrões: experimental, quando se tem o primeiro contato com a substância química;

 

ocasional, quando se faz uso da substância periodicamente; nocivo: quando a pessoa se expõe a situações de risco em consequência ao uso de droga; e dependente, quando a droga toma posição central na vida do usuário.

 

A genética é um fator que conta muito na hora de avaliar a passagem do jovem pelos quatro padrões do uso de drogas, pois o metabolismo está intimamente ligado a como o organismo processa a droga.

 

Obviamente, existem as substâncias com mais chances de dependência: a cocaína, o crack e a heroína, por exemplo. Mas ainda não é possível identificar qual adolescente vai perder o controle e chegar à dependência.


Quais são os métodos eficientes de prevenção do uso e venda de drogas nas escolas?

 
Conscientizar os estudantes sem necessariamente falar diretamente sobre drogas é uma das principais chaves para a prevenção.

 

Além disso, incentivar a vida saudável, os cuidados com o corpo, a boa alimentação e a saúde bucal desde cedo contribuem para que a criança se torne um adolescente com consciência corporal e faz da escola um elemento confiável da rede social que está se criando em volta dela.

 

As palestras com especialistas não funcionam, pois fornecer informação sobre os métodos de prevenção e riscos do uso abusivo das drogas não é mais o suficiente.

 

O fundamental é ter pessoas com vínculos afetivos ao lado do jovem para discutir, tirar duvidas e conversar sobre o assunto. Na escola, o professor sempre presente e aberto para o diálogo é muito mais efetivo do que o especialista e suas palestras.

 

Como perceber que seu filho está envolvido com drogas enquanto está na escola?

 
Cada droga tem um efeito e isso pode ser diferente em cada organismo. Mas fique alerta para a mudança de comportamento e o desinteresse pela escola.


Como abordar o adolescente ao descobrir que ele está usando drogas?

 
O mais importante é a construção do diálogo em casa. Se a família oferece uma relação afetiva com o jovem, esse assunto vai surgir naturalmente. Caso haja suspeita do uso de drogas, vale conversar, questionar e fazer com que o jovem fale de seus problemas.

 

Caso isso não aconteça, a mediação de um profissional - psiquiatra ou psicólogo - é fundamental. O segundo passo é procurar tratamento clínico, porque ninguém sai das drogas com força de vontade ou sozinho.

 

Para isso, é necessário um trabalho em conjunto com o paciente, sua família e os profissionais envolvidos. Com o uso abusivo das drogas, o jovem perde sua rede social de confiança e o trabalho da recuperação é fazer com que ele a reconstrua de maneira saudável.


Para atendimento a dependentes químicos pelo SUS, em Belo Horizonte,

Há o CERSAM álcool e Drogas (CERSAM AD) da prefeitura de Beo Horizonte:


Centro de Referencia em Saúde Mental para Usuário de Álcool e Outras Drogas

Rua Liguria s/nº,  Bandeirantes


Cep: 31.340.360 Mapa: http://maps.google.com/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-BR&geocode=&q=mapa+belo+horizonte,+rua+liguria,+bandeirantes&sll=-19.815731,-43.954223&sspn=0.590433,0.883026&ie=UTF8&hq=&hnear=R.+Lig%C3%BAria+-+Bandeirantes,+Belo+Horizonte+-+MG,+31340-360,+Brasil&z=16


Centros de Saúde da Regional Pampulha

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&pIdPlc=ecpTaxonomiaMenuPortal&app=atendimento&tax=15816&lang=pt_BR&pg=6161&taxp=0&



e o Centro Mineiro de Toxicomania (CMT) _ Estado (FHEMIG):

Alameda Ezequiel Dias, nº 365
Santa Efigênia - Belo Horizonte/MG
CEP: 30130-110  Tel :
(31) 3217-9000


 


Medicamentos utilizados no tratamento da Dependência Alcoólica


DISSULFIRAM (Tira álcool)


Medicamento aversivo – não pode ser usado sem o conhecimento do paciente pois pode causar efeitos colaterais graves (infarto , insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, depressão respiratória, convulsões) se usado junto com o álcool.


A cada comprimido de 250 mg que o paciente toma pela manha, de preferência dado por um familiar (aumenta a aderência ao tratamento), o paciente faz a opção por ficar 2 semanas abstinente (o dissulfiram permanece no sangue por 2 semanas).


O medicamento inibe o metabolismo do álcool no fígado,  aumentando a produção de acetaldeído, que é muito mais tóxico do que o álcool, provocando uma síndrome antabuse, com rubor facial, cefaléia, tonteira.

Caso o paciente opte por ficar abstinente e seja informado dos efeitos colaterais e terapêuticos é o medicamento de primeira escolha.


NALTREXONE (Revia)


 Apesar de ser contra-indicado em pacientes com hepatite aguda, não é hepatotóxico.

 A função hepática (TGO e TGP) tende a melhorar com  o abandono do álcool. Deve-se iniciar com meio comprimido de 50 mg nos primeiros dias para se evitar as náuseas –efeito colateral mais comum.


É um antagonista opióide, inicialmente utilizado para tratar usuários de heroína. Mostrou-se bastante eficaz em reduzir o efeito euforizante do álcool, redução da vontade de beber, aumentar em duas vezes a abstinência alcoólica, reduz as taxas de recaída, reduz a fissura “craving” por beber, aumenta o número de dias abstinente. Tratamento mínimo por 12 semanas.


Sem interação com antidedpressivos, estabilizadores do humor e antipsicoticos.


ACAMPROSATO


Estabiliza os receptores NMDA, reduzindo, assim,  a vontade de beber. Bastante utilizado na Europa, reduz a tolerância aos efeitos. 90% do medicamento é excretado pelos rins (não tem metabolismo hepático). O efeito colateral mais comum é a diarréia (13% dos casos) proporcional à dose do medicamento.


Efeitos colaterais mais comuns: desconforto abdominal, tontura, insônia, sudorese, redução do apetite e rduçao da libido. O comprimido tem 333mg e deve-se tomar 2cp a cada 8h (dose diáia 1998mg)do álcool, reduz danos cerebrais provocados pelo álcool.


TOPIRAMATO

Reduza a atividade do glutamato.

300mg/dia – Jhonson (Lancet 2003)

Diminui o número de dias bebendo excessivamente

Diminui o número de doses

Aumenta o número de dias abstinente

Diminui a vontade de beber

CO-MORBIDADES – tratá-las é fundamental

  • Mulheres de meia-idade começando a beber, deve-se pensar em depressão

  • Homem  - é mais comum que a dependência do álcool tenha levado à depressão ou transtorno de ansiedadeTranstorno de personalidade aumenta o abuso de álcoolDependência do álcool piora os transtornos mentais e transtornos mentais levam ao abuso de álcoolMesmo baixas doses de álcool podem piorar os transtornos mentais.

COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS MAIS COMUNS

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada,  Transtorno do Stress Pós-Traumático, Transtorno de Pânico, Fobia Social, Transtorno Obsessivo Compulsivo
  • Transtornos Depressivos
  • Transtorno Bipolar
  • Psicoses
  • Transtornos de Personalidade
  • Dependência de outras substânicias químicas
  • Dano Cerebral por álcool

TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA


DR. RONALDO LARANJEIRA

 

UNIAD - Unidade de Pesquisa de Álcool e Drogas:

http://www.uniad.org.br/


13 Princípios para o Tratamento da Dependência Química

 

 

 

 

   

 

Tratamento da Dependência de álcool:


BIBLIOGRAFIA: Simpósio do Departamento de dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Aula ministrada por:


Ronaldo Laranjeira Médico Psiquiatra
Professor Titular do Departamento de Psiquiatria UNIFESP

Coordenador geral da UNIAD/UNIFESP e


Alessandra Diehl Reis

Médica Psiquiatra

Pós-graduanda do Departamento de Psiquiatria UNIFESP

Ambulatório de Adultos/UNIAD


http://www.uniad.org.br/

 

Dependência alcoólica acomete

 

-12,3% população adulta

-7,0% dos jovens entre 12 a 17 anos

- 22,3% população indígena brasileira

Fonte: CEBRID, 2005; SENAD, 2007

 

Síndrome da Abstinência Alcoólica Leve e Moderada

 

MANEJO AMBULATORIAL E INTERNAÇÃO DOMICILIAR


CUIDADOS GERAIS

 

  • Esclarecimento adequado sobre SAA para o paciente e familiares;
  • retornos freqüentes ou visitas da equipe no domicílio por 3 a 4 semanas; evitar dirigir veículos;
  •  
  • dieta leve ou restrita; hidratação adequada.
  •  
  • Se necessitar de repouso relativo, optar por ambiente calmo
  • com pouca estimulação audiovisual, com supervisão de familiar,
  •  
  • e encaminhamento para emergência se observar alteração da orientação temporo-espacial e, ou nível de consciência.

 

FARMACOTERAPIA

 

Tiamina/dia:  300 mg intramuscular;

Sedativos:

  • Diazepam: de 20 à 40 mg dia/oral ou
  • Clordiazepóxido: de 100 à 200 mg/dia/oral ou
  • Lorazepam (hepatopatia associada): de 4 à 8 mg/dia/oral

 

CUIDADOS GERAIS

Redução gradual dos cuidados gerais.

 

FARMACOTERAPIA


Tiamina: 300  mg/dia/oral;

Sedativos redução gradual.

 

SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA ALCOÓLICA GRAVE

 

NA INTERNAÇÃO HOSPITALAR

 

CUIDADOS GERAIS


Repouso absoluto, com redução do  estímulo audiovisual; monitorização da glicemia; eletrólitos e hidratação;

dieta leve ou jejum, se necessário, monitorização pela CIWA-Ar.

 

FARMACOTERAPIA


Tiamina/dia: 300 mg intramuscular. Se ocorrer um quadro de confusão mental, ataxia, nistágmo,  aumentar dose.


Sedativos:

  • Diazepam: 10-20 mg oral de /hora em hora ou
  • Clordiazepóxido: 50 a 100 mg oral/hora em hora ou
  • Lorazepam: 2-4 mg oral/hora em hora;

se necessário diazepam endovenoso, 10 mg em 4 minutos com

retaguarda para o manejo de parada respiratória.


CUIDADOS GERAIS

Redução gradual dos cuidados gerais.

 

FARMACOTERAPIA


Tiamina: 300  mg/dia/oral;

Sedativos redução gradual.


Dissulfiram

l      Primeira droga aprovada pelo FDA para Tratamento da SDA (1947)

 

l      Tem efeito antabuse

 

l      Age como um "freio externo"

 

l      Deve ser iniciado  12 horas após a última ingestão de álcool, podendo ser prescrito inicialmente 500 mg/dia, por 1-2 semanas

 

l       Na manutenção: 250 mg/ dia

 

l      Doses muito altas: riscos de indução de sintomas psicóticos

 

Eficácia e limitações do Dissulfiram


Revisão sistemática com 135 estudos: 11 ensaios clínicos controlados, sendo 5 com DSF oral (200 a 250 mg/dia) e 6 com implantes de DSF (800 a 1.000 mg/dia): 1) eficácia terapêutica modesta, porém positiva, 2) diminui a freqüência e a quantidade do consumo de álcool, sem alterar as taxas de abstinência

 

 

l      Não tem sido efetivo devido à falta de aderência a medicação, necessitando ter sua ingestão diária supervisionada.

 

l      Pouco se sabe sobre o seu uso em população adolescente.

 

l      Isto parece justificar a realização de mais ensaios clínicos com esta medicação.

 

Naltrexone


l      É um antagonista de receptores opióides

 

l      Atua diminuindo fissura pelo álcool

 

l       Aprovação do FDA em 1995

 

l      Dose média recomendada: 50 mg/dia VO

 

l      Desde abril de 2006: forma injetável. Finalidade melhorar adesão e diminuir efeito colateral mais comum (náuseas)


Eficácia do Naltrexone


a maioria dos ensaios clínicos favorece a prescrição da medicação em diminuir o beber pesado.


Acamprosato

l      Muito utilizada em países Europeus desde 1996

 

l      Ainda não foi aprovada pelo FDA para tratamento do alcoolismo

 

l       Atua no sistema glutamatérgico cerebral

 

l      Dose diária: 1 cp de 333 mg ( 3 x ao dia)

 

  • Tem mostrado benefícios em vários estudos europeus, mas ainda com pequena evidência de eficácia em estudos americanos

 

  • Uma das hipóteses para estas diferenças deva-se ao perfil diferente de pacientes incluídos em ambos continentes

Topiramato

l      Não foi aprovada pelo FDA.

 

l      Tem recebido crescente atenção em ensaios clínicos conduzidos por um grupo de pesquisadores liderados por Jonhson.

 

l      Acredita-se que o efeito de reduzir a ingestão de álcool deva-se a ação da medicação nas vias de atividade do glutamato, do acido aminobutírico e dos canais de cálcio.

 

l      Parece mais indicado para pacientes com dependência GRAVE e não é necessário períodos de desintoxicação para iniciar a medicação.

 

l      O maior inconveniente da medicação segue sendo as altas taxas de efeitos colaterais (anorexia, dificuldade de concentração, perversão do paladar, etc), os quais tendem a ser minimizados com uma titulação mais lenta


Perspectivas Futuras


Ondansetron

Bloqueador de receptores 5HT3 de serotonina
Aprovado para o tratamento de náuseas.
Tem reduzido o beber em dependentes do álcool em estágios iniciais da doença (2 estudos)


Baclofen

 

Estimulante dos receptores GABA-B
Aprovado para tratamento de espasticidade

Tem reduzido o beber em poucos ensaios clínicos


Vareniclina (Champix®)

 

Atua em receptor nACh (a4b2)
Aprovado para o tabagismo, mas Já iniciaram ensaios clínicos para álcool

 


Olanzapina

l      Antipsicótico atípico com ação antagonista D4

 

l      Diminuições da intensidade da fissura quanto do consumo de álcool

 

l      Existe também uma sugestão de que alguns perfis genéticos (DRD4 VNTR) sejam mais responsivos

 

l      No entanto, ainda não há uma evidência científica robusta que sustente esta indicação terapêutica