Belo Horizonte / MG - segunda-feira, 24 de julho de 2017

Entrevista com Crianças e adolescentes

Atendimento a crianças e adolescentes

O atendimento psiquiátrico a crianças inclui identficar a causa da referência, descobrir a motivação das alterações de comportamento e dificuldades psicológicas da criança e determinar fatores familiares, escolares, sociais e ambientais que podem influenciar o bem-estar psíquico da criança e do adolescente.

Uma avaliação adequada de uma criança é completada por entrevista com os pais, a criança e outros membros da famiia, obtenção de informações sobre o funcionamento escolar da criança e, geralmente, uma avaliação da nível de inteligência da criança.

 Em alguns casos, escalas de avaliação do neurodesenvolvimento e inteligência são úteis.

A avaliação psiquiátrica de uma criança raramente é iniciada pela criança, assim os médicos devem obter informações da famía e da escola para entender as razões para a avaliação.

Em alguns casos, o juizado de menores ou o conselho tutelar podem pedir a avaliação de uma criança.

Crianças podem ser excelentes informantes sobre sintomas relacionados ao humor e experiências pessoais, como sintomas psicóticos, tristeza, medos e ansiedade, mas têm dificuldade com a cronologia dos sintomas e algumas vezes são reticentes em reportar comportamentos que os colocaram em situações complicadas.

Crianças muito jovens geralmente não conseguem articular verbalmente suas experiências e o fazem melhor mostrando seus sentimentos e preocupações através de brincadeiras.

O primeiro passo numa avaliação psiquiátrica de criança ou adolescente é obter uma descrição completa do problema atual, bem como uma história médica e psiquiátrica pregressa.

Geralmente isso se faz com pais para escolares, mas adolescentes devem ser avaliados sozinhos, primeiramente, para nos darem sua versão da situação.

A entrevista e observação direta da criança é geralmente o próximo passo, seguido de testagem psicológica, quando indicada.

A entrevista psiquiátrica oferece o modo mais flexível de entendimento da evolução dos problemas e estabelecimento  da lista de fatores ambientise eventos de vida, mas nem sempre cobre as categorias diagnósticas

Não raro as informações fornecidas por fontes diferentes como pais, professores e conselhos tutelares mostrarem respostas contraditórias.

Quando isso ocorre, o psiquiatra deve determinar quais aparentes contradições realmente refletem uma figura adequada da criança em diferentes ambientes.

Depois de se obter uma história completa dos pais, o exame psiquiátrico da criança é realizado, o funcionamento da criança na escola e em casa é obtido dos pais e o psiquiatra obtém uma hipótese diagnóstica que o possibilita orientar a família e o cliente.

Uma vez que a informação clínica é obtida sobre determinada criança ou adolescente, o psiquiatra tenta classificar a criança em uma ou mais categorias do CID 10 (Classificação Internacional das Doenças)- Décima Edição.

Esta versão é adotada na Organização Mundial de Saúde e reflete um consenso de vários psiquiatras sobre transtornos mentais.

Transtorno mental é definido com um conjunto de sintomas mentais que provocam prejuízo em uma ou mais áreas de funcionamento: em casa, na escola, na comunidade. 

 Muitas situações clínicas envolvendo crianças e adolescentes não os categorizam com portadores de transtorno mental.