Belo Horizonte / MG - quinta-feira, 27 de abril de 2017

Depressao secundaria a drogas e substancias

TRANSTORNO DO HUMOR SECUNDÁRIO A DOENÇAS E DROGAS

 

Muitas doenças leves ou graves podem causar depressão importante. Artrite reumatóide, esclerose múltipla e doença cardíaca crônica são particularmente associadas com depressão, assim como outras doenças crônicas.

 

Alterações hormonais claramente têm lugar em alguns quadros depressivos. Vários graus de depressão ocorrem em pacientes esquizofrênicos, pacientes com problemas neurológicos e estados mentais orgânicos (delirium).

 

A dependência de álcool frequentemente coexiste com depressão severa.

 

O modelo clássico de depressão induzida por droga se baseia na reserpina (um anti-hipertensivo), tanto clinica como neuroquimicamente.

 

Corticóides e contraceptivos orais são comumente associados com alterações do humor.

 

Anti-hipertensivos como metildopa, guanetidina e clonidina têm sido associadas a síndromes depressivas, assim como digitálicos e antiparkinsonianos (como levodopa).

 

È incomum betabloqueadores produzirem depressão quando dados por um curto período de tempo, como no tratamento da ansiedade, ao contrário do uso continuo dos mesmos para hipertensão.


Raramente, dissulfiram (anti-álcool) e anticolinesterásicos (drogas para Alzheimer) podem estar associadas a depressão.

 

Todos os estimulantes  podem resultar numa síndrome depressiva em sua abstinência. Álcool, sedativos, opiáceos e a maioria dos psicodélicos (LSD) são depressores e, paradoxalmente, utilizados na auto-medicação da depressão (tentativa do paciente de aliviar seu sofrimento).