Belo Horizonte / MG - terça-feira, 21 de novembro de 2017

Suicídio: mitos, verdades e informações à familia

Suicídio 


O suicídio mata mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, ou seja, mais do que todas as mortes por acidentes de trânsito, guerras e homicídios somados  (Correa, H. , 2006[i])


Para  cada pessoa que se mata 5 a 10 outras são afetadas psicologicamente – os chamados sobreviventes, condenados, muitas vezes, a um sofrimento silencioso (não pela intensidade de suas dores, mas por não encontrarem quem as escute)


O suicídio é uma das poucas causas de morte evitáveis.


78% dos suicídios consumados foram cometidos por homens (4  homens para cada mulher). Paradoxalmente, as mulheres tentam mais vezes – de forma menos letal[ii]


Em 2004, foram 7,1 suicídios de homens para cada 100.000 habitantes e 1,9 suicídios para cada 100.000 mulheres.


O método mais utilizado para cometer o suicídio foi o enforcamento, praticado por 55,7% dos indivíduos, seguido das armas de fogo em 13,2% e intoxicações por pesticidas em 5,5%.


 Trinta e cinco por cento dos suicídios ocorreram na própria residência das vítimas www.saude.gov.br


A OMS (Organização Mundial de Saúde aponta 5 medidas importantes para prevenir o suicídio:


1) Controle de substâncias tóxicas, principalmente pesticidas e medicamentos

2) Identificação e tratamento de transtornos mentais (principalmente depressão, alcoolismo e esquizofrenia)

3) Acompanhamento adequado de pessoas que tentaram o suicídio

4 ) Controle de armas de fogo

5) Moderação da imprensa o abordar casos de suiicídio


Recursos para familiares


Mitos sobre suicidio


1)   Quem quer se matar não fala

2)   Quem diz que vai se matar não o faz

3)   Uma pessoa que vai se matar não dá sinais disso

4)   Quem tenta o suicídio é um covarde

5)    Quem tenta suicídio é corajoso

6)   Perguntar a uma pessoa com risco de suicídio pode fazer com que o cometa


GRUPOS  DE RISCO PARA SUICÍDIO AUMENTADO


1)   DEPRIMIDOS – Os que já tentaram o suicídio; os que tem idéias suicidas  ou pensam em se matar; os sobreviventes a uma tentativa de suicídio, os sujeitos vulneráveis em situação de crise


2)  SITUAÇOES DE CRISE SUPRACITADAS

  1. NA INFANCIA: Acontecimentos dolorosos (violência e abuso familiar), ruptura familiar, humilhações

 

  1. Na ADOLESCÊNCIA – Perdas afetivas, mau relacionamento com figuras significativas (pais, mães ou padrastos); Períodos de provas; Amigos com comportamento suicida ou que aprovam a solução suicida; abuso sexual, perda de figuras significativas por separação, morte ou abandono

 

  1. NA IDADE ADULTA – Desemprego (no primeiro ano); escândalos sexuais em personalidade s púbicas (políticos, religiosos, etc0, fracassos financeiros,; egressos hospitalares por doença mental grave.

 

  1. EM IDOSOS (SENESCÊNCIA) – período inicial de institucionalização; viuvez durante o primeiro ano em homens e durante o segundo ano na mulher; estar submetido a mus-tratos físicos e psicológicos; doenças físicas que provocam insônia crônica

3)   DIANTE DE QUALQUER PESSOA EM UMA DAS SITUAÇÕES OU  GRUPO DE RISCO deve-se perguntar:  Está pensando em se matar? Em por fim  a tudo? Deve-se recorrer a um profissional da saúde (psiquiatra).


O QUE UMA FAMILIA DEVE FAZER QUANO UM DE SEUS MEMBROS APRESENTA IDEÇAO SUICIDA


1)   Nunca deixar sozinho (desacompanhado)

2)   Evitar que o familiar tenha acesso a objetos que podem feri-lo (Facas, medicamentos, cacos de vidro)

3)   Avisar a outros membros da família

4)   Procurar serviço de saúde mental mais próximo[iii]



[i] Correa, H. in Compreender para prevenir  - revista Médica de Minas Gerais, 2006 – Anais dam V Jornada de  Suicidologia do Mercosul

 

[ii] D´Oliveira, C. 2006 ¨

[iii][iii] BARREIRO, S. La prevención Del suicídio: um recurso para La família in revista médica de Minas Gerais 2006.