Belo Horizonte / MG - quinta-feira, 27 de abril de 2017

Escala de mania em crianças


Desenvolvimento da versão em português
da Escala de Avaliação de Mania de
Bech-Rafaelsen (EAM-BR)


Flávio Shansis*
Marcelo T. Berlim**
Betina Mattevi***
Gabriela Maldonado****
Ivan Izquierdo*****
Marcelo Fleck******


Trabalho realizado nos Departamentos de Bioquímica e de Psiquiatria e
Medicina Legal da UFRGS.


* Médico Psiquiatra do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de
Porto Alegre (HCPA). Mestre em Bioquímica pela Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutorando em Bioquímica (UFRGS).
** Médico, Aluno do Curso de Especialização em Psiquiatria do
Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da UFRGS, Mestrando em
Psiquiatria pela UFRGS
*** Médica, Residente do Serviço de Psiquiatria do HCPA.
**** Médica, Residente do Serviço de Dermatologia Sanitária da Secretaria
da Saúde do estado do Rio Grande do Sul.
***** Professor Titular do Departamento de Bioquímica da UFRGS.
****** Professor Adjunto do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal
da UFRGS.


R. Psiquiatr. RS, 26'(1): 30-38, jan./abr. 2004


veja o arquivo completo em: http://docs.google.com/gview?a=v&q=cache:LOZH6N2pldsJ:www.scielo.br/pdf/rprs/v26n1/20474.pdf+Desenvolvimento+da+vers%C3%A3o+em+portugu%C3%AAs+da+Escala+de+Avalia%C3%A7%C3%A3o+de+Mania+de+Bech-Rafaelsen+%28EAM-BR%29+Artigo+original&hl=pt-BR&gl=br

 

Desenvolvimento da versão – Shansis et alii


ANEXO 1: Escala de Avaliação de Mania de Bech-Rafaelsen (EAM-BR)
(Bech P, Rafaelsen O, Kramp P, Bolwig T, 1978)


Versão em português: Shansis F, Berlim M, Mattevi B, Maldonado G,
Izquierdo I, Fleck M, 2003


Lista de Definições

1. Atividade (motora)

  • 0: Atividade motora normal, expressão facial adequada.
  • 1: Atividade motora levemente aumentada, expressão facial vívida (animada).
  • 2: Atividade motora um tanto excessiva, gestos vívidos (animados).
  • 3: Atividade motora francamente excessiva, movimentando-se a maior parte do tempo. Levanta-
  • se uma ou várias vezes durante a entrevista.
  • 4: Constantemente ativo, inquieto e com muita energia. Mesmo se solicitado, o paciente não
  • consegue sentar sossegado.

2. Atividade (verbal)

  • 0: Atividade verbal normal.
  • 1: Um tanto falante.
  • 2: Muito falante, sem intervalos espontâneos na conversação.
  • 3: Difícil de interromper.
  • 4: Impossível de interromper, domina completamente a conversação.

3. Fuga de idéias

  • 0: Discurso coeso, sem fuga de idéias.
  • 1: Descrições vívidas (animadas), explicações e elaborações sem perder a conexão com o
  • tópico da conversação. O discurso ainda é coeso.
  • 2: Repetidamente, é difícil para o paciente permanecer no tema, uma vez que o paciente é
  • distraído por associações ao acaso (freqüentemente faz rimas, sons, trocadilhos, partes de
  • versos ou música).
  • 3: A linha de pensamento é regularmente interrompida por associações dispersivas.
  • 4: É difícil a impossível seguir a linha de pensamento do paciente, uma vez que o paciente
  • constantemente pula de um assunto para outro. 


4. Voz/Nível de ruído

  • 0: Volume de voz normal.
  • 1: Fala alto sem ser barulhento.
  • 2: Voz discernível à distância, um tanto barulhenta.
  • 3: Vociferante, voz discernível à longa distância, barulhento, cantando.
  • 4: Gritando, berrando, ou usando outras formas de barulho devido à rouquidão.

5. Hostilidade/destrutividade

  • 0: Sem sinais de impaciência ou hostilidade.
  • 1: Um tanto impaciente ou irritável, mas o controle está mantido.
  • 2: Marcadamente impaciente ou irritável. Provocação mal tolerada.
  • 3: Provocativo, faz ameaças, mas pode ser acalmado.
  • 4: Violência física manifesta. Fisicamente destrutivo.

6. Humor (sentimentos de bem-estar)

  • 0: Humor neutro.
  • 1: Humor levemente elevado, otimista, mas ainda adaptado à situação.
  • 2: Humor moderadamente elevado, gracejando, rindo.
  • 3: Humor marcadamente elevado, exuberante tanto nas atitudes quanto no discurso.
  • 4: Humor extremamente elevado, completamente inadequado à situação.

7. Auto-estima


  • 0: Auto-estima normal.
  • 1: Auto-estima levemente aumentada, vangloriando-se um pouco.
  • 2: Auto-estima moderadamente aumentada, vangloriando-se. Uso freqüente de superlativos.
  • 3: Gabando-se, idéias irreais.
  • 4: Idéias grandiosas; impossível de ser corrigido.

8. Contato

  • 0: Contato normal.
  • 1: Levemente intrometido, “metendo o bedelho”.
  • 2: Moderadamente intrometido e argumentador.
  • 3: Dominador, manipulador, diretivo, mas ainda dentro do contexto.
  • 4: Extremamente dominante e manipulador, fora do contexto.

9. Sono (média das últimas 3 noites)

  • 0: Duração habitual do sono.
  • 1: Duração do sono reduzida em 25%.
  • 2: Duração do sono reduzida em 50%.
  • 3: Duração do sono reduzida em 75%.
  • 4: Ausência de sono.

10. Interesse sexual

  • 0: Interesse e atividades sexuais habituais.
  • 1: Leve aumento do interesse e das atividades sexuais.
  • 2: Moderado aumento do interesse e das atividades sexuais.
  • 3: Marcado aumento do interesse e das atividades sexuais, como demostrado pelas atitudes e
  • discurso.
  • 4: Completamente e inadequadamente absorto na sexualidade.

11. Trabalho
A. Na primeira avaliação do paciente

  • 0: Atividade de trabalho normal.
  • 1: Atividade levemente aumentada, mas a qualidade do trabalho está levemente reduzida, uma
  • vez que a motivação está mudando; o paciente está relativamente suscetível a distrações.
  • 2: Atividade aumentada, mas motivação claramente flutuante. O paciente tem dificuldades em
  • julgar a qualidade de seu próprio trabalho e a qualidade está de fato diminuída. Freqüente-R. Psiquiatr. RS, 26'(1): 30-38, jan./abr. 2004
  • mente discute no trabalho.
  • 3: Capacidade para trabalho claramente reduzida e de tempos em tempos o paciente perde o
  • controle. Tem que parar de trabalhar e ser afastado. Se o paciente é hospitalizado, ele pode
  • participar alguma horas por dia das atividades da enfermaria.
  • 4: O paciente está (ou deveria estar) hospitalizado e incapaz de participar de atividades de
  • enfermaria.

B. Em avaliações semanais

 

  • 0: a) O paciente retomou o trabalho no seu nível de atividade normal.
  • b) Quando o paciente não terá nenhum problema em retomar o trabalho normal.
  • 1: a) O paciente está trabalhando, mas o esforço está um pouco reduzido devido a ter mudado a
  • sua motivação.
  • b) É duvidoso se o paciente pode retomar o trabalho normal em escala completa, devido à
  • tendência à distração e mudança de motivação.
  • 2: a) O paciente está trabalhando, mas a um nível claramente reduzido, por exemplo, devido a
  • episódios de não-comparecimento.
  • b) O paciente ainda está hospitalizado ou em dispensa. Ele só está hábil a retomar o trabalho
  • se precauções especiais forem tomadas: supervisão próxima e/ou redução do tempo.
  • 3: O paciente ainda está hospitalizado ou afastado e é incapaz de retomar o trabalho. No
  • hospital, ele participa algumas horas por dia nas atividades da enfermaria.
  • 4: O paciente ainda está hospitalizado e, em geral, incapaz de participar das atividades da
  • enfermaria.