Belo Horizonte / MG - terça-feira, 21 de novembro de 2017

IRS para depressão

Indicação de Inibidores da Recaptação de serotonina (IRS nos diversos tipos de depressão)IRS para depressão


 

DEPRESSÃO – Nos Estados unidos todos os IRS (exceto a FLuovoxamina) são aprovados pelo FDA (Food and drug administration) para tratamento de depressão.

Mecanismo de ação dos Antidepressivos (e outros psicofármacos)

Fonte da Imagem: Revista Brasileira de Psiquiatria: Avanços em psicofarmacologia - mecanismos de ação de psicofármacos hoje-Clarice Gorenstein1, Cristóforo Scavone; http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44461999000100012

Muitos estudos têm mostratdo que os antidepressivos desta classe, além dos com ação dupla (serotonina-norepinefrina), IMAO, tricíclicos , venlafaxina e Mirtazaminas possuem taxas maiores de remissão do que os IRS em estudos caso a caso. A permanência dos IRS co primeira linha no tratamento de depressão se deve, provavelmente, seu fácil uso, titulaçãoe amplo espectro de ação.

 


A comparação direta dos IRS não revelou que qualquer um seja melhor do que os outros da mesma classe. Entretato, considerando as divrsidades em resposta e efeitos colaterais. 50% dos clientes que não reagem bem a um IRS respondem bem a outro. Assun, antes de mudar de classe de antidepressivo, deve-se tentar outro IRS, para pessoas que não responderam bem ao primeiro IRS prescrito. 

SUICIDIO – No final dos anos 80, um estudoamplamente divulgado tentou demonstrar a associação do uso de fluoxetina e atos vilentos, incluindo suicídio, mas várias revisões sistemáticas subseqüentes indicam que os IRs são seguros e vão além: o maior fator de risco para a depressão é seu não tratamentno com qualuqer ISR  OU medicamento + suporte psicossocial. 

 Alguns pacientes se tornam especicalmente ansiosos  e irritados com os efeitos colaterais no inicio do tratamento com antidepressivos, principalmente crianças e adolescentes, segundo estudos recentes  - deve-se, assim, evitar um antidepressivo tão estimulante como a fluoxetina para estes clientes.  

Deste modo, todos os pacientes com ideação e ou plano suicida devem ser monitorados de maneira bem próxima para se observar o agravamento da ideação ou comportamento suicida – com orientação à família, principalmente nos primeiros dias e semans de uso de antidepressivos . 

DEPRESSÃO NA GRAVIDEZ – Abandono do tratamento depressivo em gestantes é muito comum (de 68% aproximadamente), apesar de muitas pacientes deprimidas precisarem continuar a utilizar o antidepressivo durante a gravidez e pós-parto.

O impacto da depressão materna no desenvolvimento neuropsicomotor da criança é desconhecido. Não há risco aumentado de mal-formação congênita em crianças expostas aos ISR durante a gravidz. Assim o risco de recaída da depressão com, inclusive suicídio, é muito maior na gestante do que a espoxição do feto aos IRS.

Algumas evidências sugerem aumento da síndrome de descontinuação em mães tomando paroxetina, que amamentam. Nenhuma complicação neonatal está associada ao uso de IRS.

Estudos de seguimento de crianças nos anos escolares iniciais não mostaram anomailias fetaiss, atrasosno desenvolvimento e compolicações perinatais ou redução no quociente intelectual, atrasos de linguagem ou problemas comportamentais específicios associados ao uso da Fluoxetina durante a gravidez.

DEPRESSÃO PÓS-PARTO – (com ou sem sintomas psicóticos ) afeta uma pequena percentagem de gestantes. Alguns médicos começam a utilizar ISR se o “blues pos partum” se extende por mais de algumas semans (ver texto sobre depressão pós –parto e blues neste mesmo site – aba esquerda).

O uso de antidepressivo IRS na gestante deprimida também protege o recém-nascido, se a mulher estiver com ideação de machucar ou matar o filho.

Os irss são secretados no leite materno, mas encontram-se em doses muito baixas no plasma de bebês amamentando. Nenhuma decisão de uso de IRS em gestante amamentando é livre de riscos. È importante documentar e orientar à gestante e à  família sobr potenciais riscos.

DEPRESSÃO EM IDOSOS e EM PACIENTES COM DOENÇAS CLINICAS

IRS são seguros e  bem tolerados para tratar idossos e pessoas com doença clínica. Como classe de medicamento, eles têm pequeno ou nenhum efeito cardiotóxico, anticolinérgico, antistamínico ou alfa-adrenérgico. Paroxetina tem alguma atividade anticolinérgica, que pode levar à constipação e piorar a cognição. ISR podem produzir déficits cognitivos repentinos, aumetno do tem pó de sangramento e hiponatremia. IRS são efeitivos em depressão pós AVC (acidente vascular hemorrágico=derrame) e dramaticamente reduz os sintomas de choro fácil.

DEPRESSÃO EM CRIANÇAS – Estudos de IRS em ciranças e adolescentes deprimidos não demonstraram a eficácia dos IRS. Apenas a Fluoxetina tem aprovação do FDA como antidepressivo nestas populações (entre os IRS) . Devido à prevalência da depressão nesta população, muitos médicos prescrevem antidepressivos da classe dos IRS

 

1) FLUOXETINA (PROZAC) - Desenvolvida na década de 70, denominada "pílula da felicidade", apresenta meia-vida longa - até 21 dias para ser completamente eliminada do organismo (por isso pode ser retirada abruptamente). Inibe a recaptura da serotonina. Pode causar ansiedade, agitação inicial, epigastralgia, redução do peso inicial, redução da libido. Em relação à classe dos tricíclicos apresenta um perfil mais seguro, uma vez que não aumenta o intervalo QTc em pacientes cardiopatas. Não provoca ganho de peso, sedação ou ganho de peso. Seguro para uso em crianças, gestantes e lactantes. Dose terapêutica em adultos: de 20 a 60 mg/dia

2) PAROXETINA (AROPAX) - Um pouco mais sedativo do que a fluoxetina, por isso tem sido utilizado para pacientes com maior dificuldade de dormir - Há problema, porém na sua retirada abrupta (pode causar abstinência importante). Não é seguro, segundo estudos recentes para uso em adolescentes com ideação suicida e em gestantes. Eficácia e efeitos colaterais semelhantes à Fluoxetina. Tem sido utilizado em baixas doses para tratar ejaculação precoce (provoca, como efeito colateral, retardo ejaculatório - como todos os medicamentos desta classe) e leve redução da libido. Dose terapêutica em adultos: 20 a 60mg/dia

 

3) SERTRALINA (ZOLOFT) - Bastante eficaz na redução da ansiedade, a sertralina reduz o apetite de pacientes inicialmente - até mais do que a fluoxetina. O que pode ser um grande fator de adesão ao tratamento. Pode causar cefaléia, epigastralgia e insônia iniciais. Bastante seguro, liberado para uso em crianças, adolescentes, idosos, gestantes e lactantes. Dose terapêutica em adultos de 50 a 200mg/dia.

 

4) CITALOPRAM (CIPRAMIL) - Baixo potencial de interação medicamentosa, bastante eficaz, com poucos efeitos colaterais. Dose terapêutica de 20 a 60mg/dia.

5) ESCITALOPRAM (LEXAPRO) - Derivado químico do citalopram, um quirômero levógero, com menos efeitos colaterais ainda do que o Citalopram. Baixa interação com outros medicamentos, por isso seguro para uso em idosos. Não liberado para uso em crianças e adolescentes. Indicado para depressão, TOC, ansiedade, pânico. É o antidepressivo inibidor da recaptura de serotonina mais moderno que há a disposição, com menor potencial de efeitos colaterais.

Estudos clinicos duplo-cego randomizados demostram que a eficácia dos inibidores da recaptura de serotonina é a mesma dos "duais" (Venlafaxina). Os antidepressivos são prescritos, então, de acordo com seu perfil de efeitos colaterais.

 

** Importante: a maioria dos medicamentos listado acima de 1 a 5 pode causar redução da libido (desejo sexual) em homens e mulheres e retardo ejaculatório em homens. Tem-se utilizado a Bupropiona (Welbutrin), inicialmente desenvolvido para tratar a dependência do cigarro, para melhorar este efeito colateral com sucesso.

A Bupropiona é um psicofármaco de dupla ação, agonista dopaminérgico e noradrenérgico, que minimiza o efeito dos inibidores da recaptura de serotonina. Assim, além de ser um bom antidepressivo e melhorar a eficácia dos inibidores da recaptura de serotonina, auxilia no tratamento de pacientes que tiverem alteração sexual com os primeiros.